terça-feira, agosto 31, 2004

Teste de Formatação ou Teoria da Conspiração

Estou a testar isto, porque não sei o que raio se passou com a formatação do post anterior. Juro que não fiz nada... Acho eu... Será que é alguma forma de censura, destinada a dificultar a leitura dos posts mais sensíveis? Será que os tentáculos dos Assuntos do Mar chegaram ao meu blog? Logo a mim, que nunca fui grande apreciador de salada de polvo.

Pacific Princess requisitado pelos Assuntos do Mar

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Nota introdutória: se possível, este post deve ser lido ao som de In The Navy dos Village People.
Sempre atento, o
guardião da soberania portuguesa, depois de resolvidos os problemas no teatro de operações propriamente dito, prepara já a segunda fase do seu plano de acção: a requisição do célebre «Barco do Amor» para, numa genial jogada de propaganda, anular o efeito pernicioso da passagem do navio da «Women on Waves» pelas imediações das costas lusitanas. Profundo conhecedor da importância da comunicação no mundo mediatizado de hoje, o mais valente herói do mar da nossa nação imortal, desdenhou das ofertas que lhe terão sido secretamente dirigidas pelo comando da NATO e pelo próprio Imperador Bush II que, segundo fontes bem informadas, terá sugerido o torpedeamento do chamado «Barco do Aborto» (solução para a qual terá inclusivamente posto à disposição da marinha portuguesa um sofisticado submarino norte-americano), tendo avançado para uma solução mais soft, mas que oferece garantias de um bom share televisivo. No entanto, como todas as decisões que envolvem os grandes assuntos da Pátria, sabe-se que esta não foi uma decisão fácil. Por um lado havia a poderosa argumentação de Bush II (também ele um mestre da comunicação) que se disponibilizou para fazer chegar ao SIS um relatório secreto da CIA, alertando para a existência de armas de destruição massiva nos porões do navio invasor, ao mesmo tempo que acenava aos olhos do nosso defensor com fotografias sensualíssimas dos mais bonitos submarinos imperiais, tripulados pelos mais viris marinheiros da América do Norte (um golpe sujo, diga-se, que terá mesmo levado o herói lusitano a babar-se). Por outro lado, havia a argumentação igualmente sólida do líder do governo português (o verdadeiro idiota desta iniciativa), que lembrou ao seu velho amigo as virtudes da dolce vita no que concerne à distracção do povinho. O plano é tão simples quanto eficaz. O Pacific Princess deverá entrar em águas portuguesas pelo Algarve, atracando na Quinta do Lago, onde apanhará os últimos veraneantes do colunável verão algarvio. Depois zarpará para Cascais, onde recolherá a nata sobrante. Por fim, ancorará ao largo da Figueira da Foz, local escolhido para uma festa de arromba, com cobertura exclusiva da revista Lux. Realce-se ainda o facto de estar previsto o funcionamento de um casino no navio, durante toda a viagem.
Nota final: prevendo eventuais descuidos na festa que se adivinha orgiástica, será aberta uma conta especial para as convidadas numa clínica londrina. Questionada sobre a razão da escolha, quando há outras opções mais próximas, fonte governamental referiu que «Badajoz é para a classe média» e que «as senhoras da alta sociedade vão a Londres».

domingo, agosto 29, 2004

Iron Sheik

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Coca-Cola das Arábias

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quarta-feira, agosto 25, 2004

Insulto justificado

O caso noticiado pela SIC dos 50 automóveis requeridos por diversos ministros e (felizmente) negados pelo Ministério das Finanças demonstra bem o que é a cultura de poder em Portugal. É escandalosa. Inaceitável. Num momento em que o défice público real andará pelos 6%, apesar do «rigor» orçamental que tem depauperado a economia nacional, em que o que se cortou no investimento se gasta na segurança social para o pagamento de subsídios de desmprego. Num momento em que cada vez mais famílias portuguesas se debatem com grandes dificuldades para manterem um nível de vida acima do limiar da pobreza. Num momento em que muitas delas não o conseguem, de facto. Porque não há trabalho, porque as empresas despedem empregados que não podem sustentar e muitos dos que ainda sustentam é à custa de baixos salários. Quando há tanto ainda para fazer em matérias como a qualificação profissional, o desenvolvimento tecnológico, a melhoria dos cuidados de saúde, o desenvolvimento qualitativo da educação, o incentivo ao investimento, a redução da despesa pública, cortando nos gastos verdadeiramente dispensáveis, eis que os ministros escolhidos a dedo por Santana e Portas põem no rol das suas exigências para (supostamente) bem executarem os altos cargos para que foram nomeados, a substituição das frotas automóveis ao serviço dos seus ministérios (onde se incluem os automóveis para seu uso pessoal), os quais terão nada mais nada menos do que 2 anos de vida! É extraordinário! Eu diria mesmo que é incompreensível que isto suceda num país da União Europeia. Mas não digo. Não digo, porque estamos em Portugal. E este nosso Portugal, por alguma razão, por muito ou pouco que mudem os governos, acaba sempre governado por esta gentalha carreirista que acima do interesse comum põe sempre o seu interesse pessoal. O seu desejo de grandeza. Porque é isso que interessa aos nossos políticos, não se duvide. O que lhes agrada é aparecerem na fotografia. É serem importantes. E é serem tratados como tal. Quanto maiores forem as mordomias, melhor se sentirão. Para um dia poderem dizer aos netinhos “Eu servi Portugal”, quando na realidade deveriam dizer “Eu servi-me de Portugal”. Cabrões!

sábado, agosto 14, 2004

Ele há coisas do Diabo...

Não há centro comercial que resista.

Adivinha de Estado

Qual é a coisa, qual é ela que une um playboy, um gay, um junkie e um velhinho?

Resposta: Pertencem todos a grupos de risco.

Afinal, o que é que se passa?

Confesso que, talvez ingenuamente, acreditei (ou quis acreditar) no correcto funcionamento da Justiça. Referindo-me especificamente ao caso Casa Pia, senti mesmo algum contentamento por ver figuras aparentemente poderosas serem detidas, no que acreditei ser um sinal de que o sistema judicial se emancipara e fazia chegar o seu braço justiceiro onde quer que ele fosse necessário. Naturalmente, também estranhei a forma como informações relativas ao processo e que estariam sob segredo de justiça faziam repetidamente manchetes de jornais, mas (e nisto também eu sou culpado) não me preocupei em demasia com isso. Pelo contrário, também eu devorei essas notícias, ávido de saber em que escândalos andavam metidos esses «malandros». Depois, à medida que foram surgindo informações contraditórias, como a notícia da revista francesa Le Point, que apontava para o envolvimento de dois ministros do anterior governo (a qual nunca mereceu por parte do PGR qualquer crédito), ou a falibilidade de alguns dos testemunhos (o caso paradigmático é a acusação a Herman José de ter praticado actos homossexuais com um jovem em Portugal, num momento em que o apresentador estava no Brasil), comecei a ter dúvidas e a não saber em quem acreditar. Comecei também eu a pôr a hipótese de o processo estar, de facto, inquinado, pela intromissão de elementos que visavam a sua deturpação. Embora não faça parte dos «milhares (!) de pessoas que compõem o 'inner circle' do poder em Portugal» (Inês Serra Lopes, O Independente, 13/08/04), pareceu-me que começava a transpirar para fora desse círculo uma guerra entre forças do mesmo. Uma guerra que um cidadão comum como eu não pode senão imaginar... A recente publicação de parte das conversas que um jornalista manteve com Adelino Salvado e Sara Pina pel' O Independente só veio confirmar essas suspeitas. Algo de muito grave se passa nos círculos de poder em Portugal e o facto de essa suposta guerra ter atingido o poder judicial aumenta exponencialmente a gravidade da situação. Porque põe em causa o Estado de Direito e a qualidade da própria democracia. Que cada vez menos são os cidadãos comuns que acreditam na classe política é um dado adquirido (por muito que doa à própria). Agora, que o poder judicial (nas suas mais altas esferas) também possa ser corrompido por interesses não se sabe de quem e em quê, é um dado novo a que não estávamos habituados. Ou, pelo menos, no qual ainda nos recusávamos a acreditar. Afinal, talvez não seja a Justiça que anda à caça dos poderosos que cometem crimes, mas os poderosos que andam à caça uns dos outros, por razões que eles lá saberão. Resta saber se os crimes que terão realmente sido cometidos, vitimando crianças à guarda do Estado, serão alguma vez comprovados e os seus culpados condenados.

sexta-feira, agosto 13, 2004

E agora, Sr. Portas?

Porque é que neste estranho mundo da política não se aprende que, cedo ou tarde, as trafulhices (indignidades seria o termo mais exacto) se viram contra os que as cometem? Depois, quando isso acontece... emudecem.

quinta-feira, agosto 12, 2004

Quatro dois

Quem se mete com o Iraque leva.

quarta-feira, agosto 11, 2004

O Corpo

Visitem XUPACABRAS e espantem-se com imagens destas...

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A força da Liberdade

A Propósito d'A força Ejaculatória do Olhar: Sartre disse-nos que estamos condenados à liberdade, mas o que é isso de liberdade? Eu diria que estamos condenados à liberdade de a imaginar, mas estamos inevitavelmente presos à incapacidade de a discernir.

Santana, Pinto da Costa e o Iraque

Enquanto Portugal vai a banhos, seja nas praias ou nos superlotados shoppings algarvios, e os media esfregam as mãos com o caso das cassetes e a demissão de Adelino Salvado e de sete dos dez directores da PJ, há uma notícia muito preocupante que vai passando no alinhamento dos noticiários no meio da actualidade internacional, mas que não deixa de ser tratada e recebida com algum distanciamento pelas gentes cá do burgo. Refiro-me aos atentados de Istambul, já reivindicados por dois grupos: um ligado à Al-Qaeda, outro (quiçá, aproveitando a boleia) por um recém-formado grupo separatista curdo. Se o verdadeiro responsável pelos atentados for este último, poder-se-á pensar que não há razões para grande alarme. Mas se se verificar a primeira hipótese e os atentados tiverem sido, de facto, cometidos pela rede de Bin Laden, não podemos deixar de nos preocuparmos com a ameaça que o dito grupo mantém sobre os países com tropas colocadas no Iraque. É que Portugal ESTÁ na lista. E, francamente, não querendo arvorar-me em profeta da deesgraça, eu não me sinto seguro. E julgo que nenhum de nós está seguro. Até, porque, ao insone Santana (consta que nem o uso de barbitúricos o tem ajudado) não se ouviu uma única ideia clara sobre segurança. Pior, ainda não se lhe ouviu uma ideia clara sobre o que quer que seja. Ok. Concedo que o homem ainda não teve tempo. Primeiro foram as rocambolescas peripécias da formação do Governo e respectiva tomada de posse. Depois foi o mais extraordinário processo de descentralização de que há memória. E agora o melindroso caso da Justiça, que veio obrigar o PM a adiar mais uma vez as suas férias para, numa brilhante pose salomónica, propor um acordo de regime que, de uma vez por todas, resolva os problemas que afectam a dita. Mas, não será tempo de se saber como é que o nosso digno PM pensa zelar pela segurança dos portugueses? Terá o responsável pelo nosso envolvimento na estúpida guerra do Iraque (antes de se intalar no cadeirão de Bruxelas), deixado indicações precisas sobre o que fazer, ou terá Santana ideias próprias sobre essa matéria? Por quanto tempo, caro PM, vamos manter os militares portugueses no Iraque? Formulando melhor a pergunta: será preciso passarmos pelo mesmo que os nossos vizinhos espanhóis? Olhe que agora, já nem sequer temos as FP-25 para bode expiatório. E nem sequer lhe valerá escudar-se com as decisões do anterior Governo, que por esta hora já o Durão Barroso da fotografia não existe. Quem existe agora é o José Manuel Barroso da Comissão e que nada tem a ver com aquele (desta nem o Estaline se lembraria!). Quando a bomba cair rebenta-lhe nas mãos. Nas suas mãos e nos nossos corpos. E nos dos nossos amigos ou familiares. Ouça, Santana, aceita um conselho? Você, que é um homem do futebol, vá falar com o seu amigo do FCP. Ele explica-lhe como se emenda um erro a tempo...

segunda-feira, agosto 09, 2004

First Step

Experiência... Um... Dois...