quarta-feira, setembro 22, 2004

Colocação manual

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Portugal continua na berra. Depois da oportuna intervenção da marinha, que, com galhardia, defendeu as costas portuguesas da invasão holandesa, eis que mais uma vez o nosso país se destaca no mundo pela sua extraordinária criatividade. Consciente da importância estratégica que o turismo tem para um país como o nosso, o governo de Santanás decidiu promover o artesanato ao estatuto de actividade privilegiada da economia portuguesa. O brilhantismo desta decisão, porém, não está tanto na ideia propriamente dita, mas na sua implementação. Assim, contrariando o habitual faz-desfaz da política portuguesa, onde a alternância do governo tantas vezes tem por consequência a reforma da reforma anterior, o executivo optou por colocar o artesanato no cerne da sua política educativa. É que, segundo fonte da central de comunicações do governo, «introduzindo subliminarmente esse conceito na mente dos portugueses, através da escola, dificultará a vida a qualquer governo que no futuro queira pôr em causa a nossa política de trabalhos manuais».
Apesar dos esforços desenvolvidos para ouvir a Ministra da Educação, A Nódoa esbarrou sempre com a indisponibilidade da mesma para falar, aparentemente por ter a agenda totalmente preenchida por um curso intensivo de linguagem gestual.

Plano Nacional de Planeamento Familiar

Soubemos, no entanto, junto de fonte do Ministério da Defesa, que a colocação manual é um procedimento a integrar no Plano Nacional de Planeamento Familiar (PNPF), o qual será apresentado oportunamente pelo Ministro do Mar. Este documento pretende, de uma vez por todas, resolver os problemas que enfermam o planeamento familiar em Portugal, nomeadamente a questão do aborto. A mesma fonte revelou ainda que, para além da colocação manual, será dado o devido destaque a outras opções para evitar uma gravidez indesejada, como a colocação oral e a colocação anal. Na secretária do Ministro está também uma proposta arrojada, que visa promover a homossexualidade ao estatuto de tendência sexual oficial de Portugal. Contudo, não foi possível obter junto do gabinete do referido ministério qualquer confirmação sobre a possibilidade de esta proposta vir a ser integrada no PNPF.