sexta-feira, setembro 24, 2004

Nostradamus

Há quem a ache desbocada e demasiado emocional. Eu acho que ela é uma mulher de garra e de convicções fortes. Para a história vão, provavelmente, ficar as declarações que proferiu depois da decisão do avô Sampaio de não convocar eleições e de convidar Santana a formar governo. Toda a gente (leia-se, as figuras notáveis do PS) a criticou. Mas quantos dos que a criticaram não pensavam o mesmo? A questão é que raramente os políticos têm a frontalidade que Ana Gomes é capaz de ter. E é isso que a difere de muitos dos seus camaradas de partido. E é isso também que faz dela uma das principais mais-valias do PS para combater a reinante mediocridade da política. Isso e a lucidez com que observa a realidade política internacional. Se, daqui a dois anos, Sócrates não a convidar para assumir a pasta dos Negócios Estrangeiros, cometerá uma grande injustiça. Não com ela, mas com todos nós.

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E assim, para a posteridade, ficam dois vaticínios. Um verificar-se-á já amanhã. O outro, daqui a dois anos... Ou talvez mais cedo. Quem sou eu para tentar adivinhar o que irá na cabeça do vovô?

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