terça-feira, outubro 05, 2004

Space: the final frontier

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Santana pediu algum tempo de estado de graça. E depois deu-nos uma ponte.
Santana é um homem engraçado. Do ponto de vista humorístico, entenda-se. Seria uma óptima personagem para a quinta das celebridades. Ou um razoável stand-up comediant (desde que os textos lhe fossem escritos por algum ficionista tão talentoso como o Luís Delgado). A desgraça está em ele não ser um mero cromo televisivo, mas o primeiro-ministro de Portugal. O que é estranho. Muito estranho. Muito estranho mesmo. Tão estranho, que há dias em que acordo e penso que se terá dado uma qualquer transmutação da realidade. Como se de repente tivessemos sido todos metidos dentro de uma sit-com. Ou pior, dentro de um reality show da TVI.

É claro que, vivendo numa democracia (enfim, à parte este interregno presenteado pelo vovô sampaio), temos sempre alternativas. E, afinal, é tão fácil como mudar de canal. Se os animalejos do national geographic nos desagradam, mudemo-nos para a ficção científica, onde em nada esquina há novas fronteiras à espera de serem desbravadas.

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