sexta-feira, novembro 19, 2004

O meu amigo Público

À sexta-feira costumo comprar o Público e, normalmente, começo a leitura pelo Inimigo Público. É uma receita que recomendo, porque começar o dia com bom humor é meio caminho andado para um dia feliz. O problema é que, quando finalmente leio o Público propriamente dito, tenho alguma dificuldade em acreditar no que lá vem:

Líderes da CGTP descontentes com opção por Jerónimo de Sousa (aparentemente, porque não o conhecem «ao vivo»);
Governo e PSD contestam legitimidade da AACS (quando todo o processo foi desencadeado por um pedido do mesmo Governo à AACS que se pronunciasse sobre as crónicas de Marcelo);
Portugal à procura da sua identidade nos oceanos (a tão propalada unidade geo-morfológica);
Paulo Portas diz que «com o PS não há baixa no IRS» (e será que com o PP há baixa no IRC?);
Chirac e Blair querem cooperar (embora não se lhes vislumbrasse concordância em qualquer assunto);
Assalto a Falluja não é o fim da rebelião da cidade ou Afeganistão em perigo de ser Narco-Estado (embora haja evoluções na economia de mercado: em Falluja parece haver um «supermercado para terroristas», enquanto no Afeganistão a produção de ópio aumentou este ano 64%, relativamente a 2003);
Reforma da Lei das Rendas aprovada sem discussão no Parlamento (para quê discutir decisões consensuais?);
Iberdrola reforça posição na energia eólica em Portugal (sim, sim, mas Olivença é nossa!);
Protocolo de Quito em vigor a partir de 16 de Fevereiro (hahaha... Get out of here...);
Coreano que dava a volta ao mundo em bicicleta ficou «encalhado» em Lisboa (roubaram-lhe a mala de viagem na Estação de Santa Apolónia);
Brasileira meiguinha encantadora faz deslocações Telheiras (esta não percebo, faz deslocações Telheiras?);
Jaime Pacheco quer um «super» Boavista (a versão diesel usada em Alvalade terá sido definitivamente abandonada).

Gandas manganões estes rapazes do Público. Sempre a brincar...

PS: Para que conste, declaro que não compro o «Diário de Notícias» por razões de saúde. Pelo facto de ser fumador, fui prevenido pelo meu médico de que não devo expor-me a situações que possam provocar-me ataques de riso descontrolado, na medida em que estes podem desencadear um ataque de tosse capaz de me levar a vomitar os pulmões. Aliás, devo dizer que sei de fonte segura que, ao contrário do que se pensa, a legislação proibicionista que aí vem visa, não o aumento da qualidade da saúde pública, mas o das vendas do DN.