segunda-feira, dezembro 13, 2004

Poker

Os sismos dão-me para cismar na imprevisibilidade da nossa existência. A consciência de que a qualquer momento tudo pode ruir acrescenta adrenalina à vida. Dá-lhe um sentido de jogo. É como estar a jogar poker com o mais perigoso jogador que existe: a natureza. O problema é que quando ela sobe a parada nunca sabemos se está só a fazer bluff, ou se está à beira de nos depenar com um Royal Flush. De qualquer modo, dado o que temos em jogo (a nossa própria vida), o melhor é arriscar sempre. Até porque no fim acabamos sempre por perder. Mas até lá sempre vamos fumando uns charutos e bebendo uns whiskys.