terça-feira, março 08, 2005

Os prosaicos caminhos da vida

Admito que gosto de trabalhar. Gosto da sensação de ter um rol interminável de coisas para fazer e de não dispôr de tempo suficiente para esvaziá-las todas. De saber que amanhã, quando acordar, me aguarda mais uma maratona infindável de tarefas e que no dia seguinte acontecerá o mesmo.
No entanto, esta azáfama tem uma contra-indicação grave. Falta-me o tempo para ler. Para ir ao cinema. Para pensar. Para sonhar. Para escrever. E esse é o maior risco que enfrento. O de estar tão embrulhado em coisas práticas, que me esqueça ou me perca dos caminhos românticos da vida.