sábado, março 12, 2005

Uma estratégia mundial de combate ao terrorismo

«Afirmemos claramente que qualquer acção que vise causar a morte ou provocar danos corporais graves a civis ou não combatentes, com o objectivo de intimidar uma população ou obrigar um governo ou uma organização internacional a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, é uma forma de terrorismo.»

E ainda:

«[D]efender os direitos humanos e o primado do direito. O terrorismo é um ataque directo a estes valores fundamentais. Por conseguinte, não devemos sacrificá-los, quando respondemos a acções terroristas. Se o fizermos, estaremos a dar uma vitória aos terroristas. A defesa dos direitos humanos não é apenas compatível com uma estratégia antiterrorismo bem sucedida. É um elemento essencial dessa estratégia.»

(Kofi Annan)

Vale a pena ler o resto. E vale a pena respeitar e valorizar a ONU. É nela que se podem materializar os consensos mais alargados para a defesa dos direitos humanos e da paz mundial. É nela que melhor se podem aplicar os direitos democráticos a nível global. Fazê-lo é, decerto, mais trabalhoso que largar bombas sobre Bagdad. Mas também é verdade que muitas vezes os caminhos mais fáceis são, não só os mais indignos, mas também os mais falaciosos.