domingo, abril 24, 2005

A ressonância dos detalhes

«...the quality of storytelling lies in the resonance of the details.»

(Cherry Potter, in Screen Language)

quinta-feira, abril 21, 2005

Abril

Image Hosted by ImageShack.us

Tempo de heroísmo. Para miúdos e graúdos.

Janela Indiscreta

Respondendo ao repto lançado pelo JAM, aqui fica o meu elo e a prossecução da corrente:

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Detendo apenas a propriedade intelectual do meu, não poderia querer ser outro.

Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por uma personagem de ficção?
Estou sempre apanhado pelas minhas próprias personagens, ainda que algumas sejam verdadeiramente odiosas. Dos outros, poderia citar várias. Destaco uma: Blimunda, do Memorial do Convento de José Saramago.

Qual foi o último livro que compraste?
Eça de Queirós, de Maria Filomena Mónica; O Mistério da Estrada de Sintra, de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão. Comprados em simultâneo, lidos em alternância. Dois exemplos de como as leituras de trabalho podem ser um prazer.

Qual o último livro que leste?
O Tesouro, de Manuel António Pina e Evelina Oliveira, um livro que explica às crianças (e lembra aos adultos) o que foi o 25 de Abril (e cuja história será contada no próximo domingo no Pequeno Herói).

Que livros estás a ler?
A colecção completa do Asterix (Goscinny e Uderzo); Cultura - Tudo o que é preciso saber (Dietrich Schwanitz); Elements of Style for Screenwriters (Paul Argentini). Vício, lazer e trabalho, por esta ordem.

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
5 livros em branco e muitas canetas uni-ball azuis. Talvez 4 livros em branco e a Bíblia para me inspirar...

A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?
À Rita, ao Hmémnom e ao JPN, todos por cumplicidade. E curiosidade.

terça-feira, abril 19, 2005

Cedência de quotas

Aceitam-se propostas para tomar a totalidade ou parte desta espelunca. Ou para fazer uma nova. Assunto sério. Exige-se e dá-se sigilo. (Respostas aos comentários abaixo)

Let go

Perdi o hábito. Outras guerras me foram tomando. Os dias passam sem que me apeteça dizer algo. Parece que me apago, que me afasto. Parece que o que originou e o que foi este blogue perderam a razão. A nódoa esbate-se e eu esbracejo, como que tentando conservá-la. Mas ocorre-me que de nada valerá esbracejar. Se ela se esbate talvez seja porque deixou de fazer sentido. Porque já não interessa. Outras virão, porventura mais iluminadas ou menos sujas que esta. E se ou quando tal acontecer, só me poderei alegrar...

terça-feira, abril 05, 2005

"Tristeza na alma"

Facto: Hoje alguém entrou neste blogue à procura de "tristeza na alma".
Dúvida: Terá encontrado?

À procura da imaginação

«Numa tarde pachorrenta, estando eu entrgue ao tédio, a minha imaginação, aparentemente aborrecida por ser ignorada, tirou férias – e nunca mais voltou. Tinha perdido aquilo a que o poeta Worsworth chamava o “olho esquecido”. Ou o perdi, ou ficou esquecido algures no mundo natural.
Que havia eu, um artista de fazer? Como havia eu de trabalhar, de pintar de viver?
Tentei agarrar-me a uns fiapos de memória, mas não eram suficientes. A memória é um chapéu velho; a imaginação é um par de sapatos novos. Tendo perdido os sapatos novos, que resta senão partir à sua procura?»

(J. Patrick Lewis/Roberto Innocenti, in O Último Hotel )