quarta-feira, junho 15, 2005

A nódoa

Não gosto de viver num país, onde a inépcia e corruptabilidade da classe dirigente permite que se verifiquem fenómenos gritantes de injustiça social.
Não gosto de viver num país à beira da falência, mas em que os ricos mantêm todos os seus privilégios.
E não gosto de viver num país que se integra num continente dirigido por uma comissão presidida por um dos responsáveis pelo estado a que chegou este país.
Não gosto de viver num país (nem num continente) que em vez de envolver os cidadãos na sua construção, os explora e os rouba, em proveito de alguns poucos.
Não gosto de viver às ordens de uma suposta elite de iluminados que nos diz o que devemos fazer, como nos devemos comportar e a quem devemos pagar os nossos impostos, contribuições e multas.
Porque é este país, todo arrumadinho nas sua aparência bem comportada, que permite que centenas de miúdos assaltem e agridem outros cidadãos na praia.
E é este país, todo cheio de boas intenções, que permite que se convoquem manifestações fascistas contra os imigrantes.
Este país está doente. Muito doente. E, como parte integrante deste país, também a mim me dói.

2 Comments:

Blogger Pedro F. Ferreira said...

A passividade com que se encara a manifestação de fascistas no próximo sábado é típica de um país em estado de coma.

4:49 da tarde  
Blogger Rita said...

Eu também não.

11:09 da tarde  

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