quarta-feira, julho 27, 2005

O grito

segunda-feira, julho 25, 2005

Está tudo explicado

segunda-feira, julho 18, 2005

Sobre os dois posts anteriores

É no que dá ouvir a Radar à noite...

Relax

I'm coming
I'm coming-yeah

Relax don't do it
When you want to go to it
Relax don't do it
When you want to come

(Frankie Goes To Hollywood, 1983)

Killing an Arab

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I can turn
And walk away
Or I can fire the gun
Staring at the sky
Staring at the sun
Whichever I chose
It amounts to the same
Absolutely nothing

I'm alive
I'm dead
I'm the stranger
Killing an arab

(The Cure, 1979)

sábado, julho 16, 2005

Não haverá debaixo desses bonés um palmo de testa?

Pergunto eu, que não percebo nada disto... Que autoridade terá a polícia para reagir a um qualquer bloqueio ilegal de estrada, se levar avante a sua intenção de fazer isso mesmo? Francamente, a ideia de a polícia bloquear as pontes sobre o Tejo é, em si, tão absurda, tão ridícula, tão lunática que a mim só me apraz pensar que este país ensandeceu de vez.

O que é que teremos a seguir?
Os militares a colocarem minas nos jardins de Belém para se fazerem ouvir?
Os médicos a fazerem sexo em grupo na via pública sem preservativos, para se fazerem notar?
Os educadores de infância a fazerem birras dentro das creches para obterem o que querem?
Os ambientalistas a pegarem fogo às florestas para que se veja como elas ardem (com a ajuda dos bombeiros para estes mostrarem que não têm meios para combater os incêndios)?
Os governantes e oposição a acusarem-se mutuamente das culpas para o indigente estado da nação, de modo a que bem se perceba que nem uns nem os outros têm alguma coisa a ver com isso?
Os automobilistas a fazerem os possíveis para se matarem o mais depressa possível?

Não. Não pode ser. Não é possível que estejamos a atingir tão profundo grau de demência.

Alegre

Parece que é desta. Resta saber se vai a tempo.

Sempre há gente com sentido de humor

Comodidade. Contribuintes podem pagar dívidas fiscais na internet.

(Notícia em destaque no portal do Sapo)

domingo, julho 10, 2005

Remexendo no arquivo #2

Remexendo no arquivo #1

Não querendo ser alarmista, mas...

"Olhando a fotografia da célebre cimeira dos Açores, que juntou W. Bush, Durão Barroso, Blair e Aznar - e isto admitindo que há um padrão nos ataques terroristas - só falta um país sofrer a fúria dos islâmicos: Portugal."

(Martim Avillez Figueiredo, Diário Económico, citado no Público)

Ganda nóia!

Depois de Jardim ter, inequivocamente, descartado o líder do PSD das suas amizades políticas, falta saber se este último terá a coragem de retorquir na mesma moeda. Seria bom que o fizesse. Mesmo que isso o fizesse perder a Madeira, não duvido que, globalmente, tal representasse uma grande vitória para Marques Mendes. Não só obteria um lugar na história da política portuguesa pós-25 de Abril, como muito provavelmente o fortaleceria junto da opinião pública do resto do país, o que para as suas aspirações políticas é essencial, dado que, desde a sua eleição, ele é visto dentro e fora do PSD como um líder a prazo.
Resta saber se o conhecido calculismo de Marques Mendes o levará a escolher a solução mais fácil no imediato, ou seja, não continuar a enfrentar o todo-poderoso e inimputável senhor da Madeira e, consequentemente, optar por uma liderança mediana e conformista, ou se o fará ver mais longe e escolher a ruptura com os indisfarçáveis sinais de demência do líder regional, e assim assumir claramente uma posição política equilibrada, respeitável e respeitada. O país decerto agradeceria esta segunda escolha e, concerteza, não deixaria de a reconhecer quando fosse chamado a votos. Já a primeira opção, dificilmente resultaria noutra coisa que não o enterro político de Marques Mendes. Está nas suas mãos...

sexta-feira, julho 08, 2005

Londres

Nunca fui a Londres, mas hoje sinto-me londrino.

quinta-feira, julho 07, 2005

Terror

Não. O mundo não está mais seguro, Sr. Bush.

segunda-feira, julho 04, 2005

Short, simple and... clever

Dois anos de Bloguítica. Parabéns ao Paulo Gorjão.

sábado, julho 02, 2005

Tem-se o que se merece

Em Amarante, Ferreira Torres lidera as sondagens. O mesmo se passa com Isaltino Morais em Oeiras. Valentim Loureiro esmaga a concorrência em Gondomar. Na Madeira é o Jardim que se sabe. Só falta a sondagem de Felgueiras para o ramalhete estar completo.

sexta-feira, julho 01, 2005

Benvinda à blogosfera!

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Para quem não sabe, a Carla Nazareth é uma excelente ilustradora e a criadora da imagem do Pequeno Herói.
Do novíssimo Esbocilhos esperam-se grandes coisas.
Eu estarei sempre à espreita.

Esta é mesmo para rir (não digam que não avisei)

Apesar de tudo a política portuguesa sempre nos dá alguns momentos de humor. Estava tentado a dizer que desta nem o Santana se lembrava, mas depois lembrei-me do convite que o próprio, há não muito tempo, dirigiu a Margarida Rebelo Pinto para ser candidata a deputada pelo PSD. O que não é nada incongruente com esta notícia. Afinal, é graças a Santana que um dos manos fadistas assenta o rabiosque num cadeirão do Parlamento.

Elogio a um Barnabé

Em Portugal é difícil dizer-se bem de alguém. Quando dizemos bem de alguém, é porque lhe estamos a dar graxa ou, pior, porque somos uns aduladores sem personalidade própria. O mais curioso é que, muitas vezes, os próprios visados pelos elogios ficam tão inchados por os receberem que, eles próprios, se sentem superiores a quem lhes atribui os encómios. Ou então ficam desconfiados, interrogando-se de sobrolho carregado sobre que água esconderá o bico que proferiu o elogio.

Claro que isto pode ser diferente se elogiador e elogiado forem partes integrantes de um mesmo sistema, digamos, uma universidade, um partido político, uma empresa, uma classe profissional, ou o conjunto dos escritores «reconhecidos» inter pares. Nesse caso, o elogio funciona mesmo como uma norma, até porque ao elogiar o outro, estamos a elogiarmo-nos a nós próprios, na medida em que fazemos parte do mesmo grupo. E nestes casos também, um elogio nunca vem só. Há sempre um contra-elogio que riposta ao primeiro, justificando-o.

Bom, mas quando um elogio não obedece às regras supra citadas, quando aparentemente não há sequer regras que os justifiquem, aí temos o caldo entornado. Aí, estamos decerto ou perante um espécime humano sem escrúpulos, que recorre sem vergonha à palavra fácil e simpática para se fazer notar, ou perante um idiota, um nerd.

Simplesmente, julgo eu com toda a modéstia, porque o elogio fora dos cânones ditos aceitáveis, não se conjuga com a inveja, esse sentimento que tanto cultivamos neste nosso cantinho de sol e amargura. A inveja não permite a admiração pelos outros, logo não permite o elogio. A não ser, claro está, que nesse elogio, esteja implícito um auto-elogio - o tal elogio de classe.

Pois é pois é. Mas eu tenho que confessar que, infelizmente, dou-me mal com alguns hábitos portugueses e um deles é precisamente os pré-requisitos para se proferirem elogios ao talento dos outros. É uma coisa que eu tenho, eu sei, que é muito pouco portuguesa. Sou incapaz de gostar muito de um livro de autor português (porque a questão a que me tenho referido passa-se entre portugueses e não entre estes e estrangeiros - aí já é outra conversa...) sem dizer maravilhas do autor (pelo menos enquanto autor desse livro) e, pior ainda, se acontecer cruzar-me com ele, sou bem capaz de me dirigir-lhe para lhe dizer, sem qualquer espécie de vergonha, imagine-se!: Gostei muito do seu livro! Pois é pois é, pensarão vocês agora, este gajo ou é graxista (ou mesmo brochista) ou é um palhaço...

Pois é pois é. Mas não, não é. Não, não sou. Apenas me parece útil e justo dar o mérito a quem o merece. (Progressões automáticas na carreira, uma ova!) E acredito mesmo que uma das razões, psicanalíticas se quiserem, para o atraso português está precisamente na generalizada incapacidade dos portugueses para reconhecerem o mérito dos outros. Mesmo quando isso não significa demérito próprio. A questão está em que a valorização dos outros aparece-nos quase sempre como uma desvalorização própria. Até porque Portugal não é um país cujo modelo de organização (ai, a paixão pela educação...) permita a ascensão de uma massa intelectual alargada, logo é um país onde, esporadicamente, aparecem alguns génios (ou alguns estrangeirados que tiveram a oportunidade e a sorte de o serem). E se reconhecemos qualidade aos outros, estamos, de forma tortuosa, a relegarmo-nos para o zona cinzenta dos medianos, dos sem-brilho.

E é pena. Se fossemos mais unidos, decerto teriamos mais sucesso... Mas, enfim. Não tenho pretensões de estar aqui a locomover montanhas. Senti apenas necessidade de fazer esta longa introdução, porque tenho um elogio a fazer e quis, antes de mais, mandar às urtigas todos os tremores nervosos que ele possa provocar e prevenir tanto o elogiado quanto todos os outros revoltados com o elogio, de que me estou nas tintas para a portuguesa inveja e os hábitos que lhe estão associados.

Dito isto, espero que o Rui (que não conheço, nem sei o que faz na vida para além de blogar, e muito menos estou a pensar em lhe pedir algum favor ou emprego) volte um dia destes noutro qualquer endereço.