domingo, julho 10, 2005

Ganda nóia!

Depois de Jardim ter, inequivocamente, descartado o líder do PSD das suas amizades políticas, falta saber se este último terá a coragem de retorquir na mesma moeda. Seria bom que o fizesse. Mesmo que isso o fizesse perder a Madeira, não duvido que, globalmente, tal representasse uma grande vitória para Marques Mendes. Não só obteria um lugar na história da política portuguesa pós-25 de Abril, como muito provavelmente o fortaleceria junto da opinião pública do resto do país, o que para as suas aspirações políticas é essencial, dado que, desde a sua eleição, ele é visto dentro e fora do PSD como um líder a prazo.
Resta saber se o conhecido calculismo de Marques Mendes o levará a escolher a solução mais fácil no imediato, ou seja, não continuar a enfrentar o todo-poderoso e inimputável senhor da Madeira e, consequentemente, optar por uma liderança mediana e conformista, ou se o fará ver mais longe e escolher a ruptura com os indisfarçáveis sinais de demência do líder regional, e assim assumir claramente uma posição política equilibrada, respeitável e respeitada. O país decerto agradeceria esta segunda escolha e, concerteza, não deixaria de a reconhecer quando fosse chamado a votos. Já a primeira opção, dificilmente resultaria noutra coisa que não o enterro político de Marques Mendes. Está nas suas mãos...