sábado, agosto 27, 2005

Silly Season

«Quem nos faltou ao respeito foi o dr. Jorge Sampaio, que recebeu oficialmente, na Presidência da República, os U2 como se os tivesse convidado para jantar em sua casa. Os U2 não deviam comparecer naquela cerimónia vestidos daquela forma pela mesma razão que não era suposto que o Presidente da República os recebesse vestido para jogar golf.»

(Helena Matos, Público, 27-8-05)

Argh... Com licença. Vou vomitar, já venho.

quinta-feira, agosto 18, 2005

Pauleta

Estou-me cagando. Para ele. Para o que ele representa para os Açores, para Portugal, para o queijo flamengo ou para o raio que o parta. O mesmo para o Figo. E para os outros todos. Já quanto ao Gabriel Alves, parece-me que o homem merece uma estátua. Num país cuja mais profícua produção são os imbecis e estando muitos deles a banhos de momento, o inenarrável arcanjo da televisão pública portuguesa arrisca-se a ser tomado pela matriz de toda a escória.

O fósforo

O país arde. Metaforica e literalmente. O primeiro-ministro goza férias no Quénia (regressou agora, imagino que feliz e contente consigo próprio). Os bancos aumentam os lucros em quase 40%. O desemprego já vai em mais de 7%. O IVA nos 21. A inflação sobe, o poder de compra da generalidade dos portugueses desce. E enquanto tudo arde, o país (o que ainda pode) vai a banhos para o Algarve. Como se não se passasse nada. Como se o país não ardesse.
O país arde como um fósforo e nós continuamos à espera que Sócrates, Soares ou Cavaco se dêem ao trabalho de soprar para apagar o fogo. Quanto a nós, estamos demasiado ocupados (e habituados) a não fazer nada.

sexta-feira, agosto 12, 2005

Ouvido anti-matemático

Quando a tarola digital certeiramente programada parece entrar umas fracções de segundo atrasada.

Tal é o sucesso

quarta-feira, agosto 10, 2005

The day after

Um ano completado ontem.

segunda-feira, agosto 08, 2005

Movimento 560

Para quem conta os trocos para sobreviver, nada como ir aos chineses.
Para quem ainda tem algum poder de compra, esta é uma boa ideia!

quinta-feira, agosto 04, 2005

17 minutos para 17 frases e um título

1. Sem férias.
2. Quase sem pausas.
3. Sem medos, para além do pânico habitual.
4. Com riscos.
5. Muitos riscos cruzados e esboços riscados.
6. Muitas imagens passando velozmente, umas que param e ficam.
7. Outras que desaparecem.
8. E as dúvidas.
9. Tantas dúvidas.
10. Tantas vezes que releio, e em cada uma delas apreendendo um sentido diferente nas palavras que escrevi.
11. Quando não acontece simplesmente olhá-las e ver o vazio...
12. E depois perceber que quão mais prosaica é a vida, menos suportável é a poesia.
13. Mas não.
14. Não voltarei atrás.
15. Abri demasiado o olhar para que agora o possa fechar.
16. Não posso senão continuar.
17. Ainda que me arda a poeira nos olhos.

terça-feira, agosto 02, 2005

Luz ao fundo do túnel

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